sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Viripato - Viseu dos Pequeninos, um projecto que irá influenciar gerações





domingo, 19 de julho de 2009

Pedrada no Charco!

De pedrada em pedrada, Fernando ruas lá acabou por ser condenado ao pagamento de uma multa de 2.000€ pelo tribunal de Viseu. Não se retratou, não fez nenhum "mea culpa" pelo excesso de linguagem, não aceitou apoiar monetariamente uma qualquer instituição ambiental, não aceitou prestar qualquer esclarecimento público. Ou seja, não percebeu nada!
Não percebeu que a um titular de um cargo público, sufragado pelos eleitores, não se pode permitir este tipo de linguagem. Não percebeu que os fiscais do ambiente apenas estavam a desempenhar o seu trabalho, fazer cumprir a lei de todos, mesmo contra o interesse de alguns. Não percebeu que a ameaça, a coação e o incitamento à violência não se coadunam com o cargo que desempenha. Nem tão pouco entendeu que esta era uma questão básica de princípios: imaginemos agora que um grupo de cidadãos revoltados com o excesso de zelo da Polícia Municipal se permitisse a tais actos? Qual seria a reacção do Sr. Presidente? Porque nisto de leis não podemos ser selectivos, não podemos escolher aquelas que nos convêm e menosprezar ou ignorar aquelas que nos parecem à partida desfavoráveis.
Nem tão pouco nos podemos refugiar na "linguagem beirã", seja lá o que isso for... Em Portugal conheço o português e o mirandês, o resto são variações de sotaque. Até porque não foi um inocente e metafórico "corram-nos à pedrada", foi antes sim um "Corram-nos à pedrada! A sério. Estou a medir muito bem aquilo que digo. Arranjem lá um grupo e corram-nos à pedrada!". Parece-me que mediu mal. Ou não. Mediu mal porque acabou condenado, mas mediu muito bem quando os fiscais do ambiente começaram a ser intimidados após este apelo, ou seja "fez levar a água ao seu moinho"... Até acredito que o Sr. Presidente não se referisse literalmente ao arremesso de pedras aos fiscais, talvez pensasse antes nuns empurrões, umas provocações ou ameaças...
A argumentação da sua defesa, quando viu que a alegação de "masculinidade" da linguagem beirã não era bastante para a absolvição, partiu para o facto de que nem ouve eco das ditas afirmações na imprensa regional do dia seguinte... Bem, penso que isto não é de todo um ponto a favor, e só demonstra mesmo o estado a que chegaram alguns media locais... Houve entretanto outra guinada argumentativa para tentar encontrar pontos comuns entre as afirmações de Fernando ruas e o "malhão" de A. Santos Silva: Nem sequer são comparáveis e mesmo que o fossem não eram obviamente justificação para a instigação pública ao crime. Em desespero de causa ainda se lembraram de uma reportagem da revista "Visão" que o apelidava "Saddam das beiras". Eu também ficaria indignado, é que a guerra das pedradas é característica da Palestina e não do Iraque! Esqueceram-se foi de trazer também à baila aquela outra alarvidade proferida pelo Sr. Presidente: "Em Espanha têm a ETA, aqui temos a EDP!" . Mais palavras para quê?
Após o conhecimento da sentença, os presidentes de junta e vereadores presentes no Tribunal responderam em uníssono e lá se uniram em volta do "rei da intifada beirã" e decidiram eles próprios ajudar a angariar fundos junto dos seus fregueses para pagar a multa! Nem sei porque é
que se ofenderam tanto quando o Procurador os apelidou de "acólitos"
ao ponto de ameaçarem partir para uma acção judicial: Se este peditório não é característico de "acólitos" já não sei o que significa ser acólito...
Agora aquela ideia peregrina do presidente da junta de Cepões de pagar a multa com moedas de 1 cêntimo, bem... só se o Tribunal desconhecer a lei, porque basta consultar o livrinho do banco de Portugal relativo ao euro para se constatar que se podem recusar pagamentos efectuados com mais de 50 moedas! Uma boa ideia era pedir aos viseenses solidários com a "idade da pedra", que atirem umas moedinhas para as fontes enclausuradas nas rotundas e contribuam assim para o peditório!
É por estas e por outras que a palavra "Provinciano" ainda tem uma conotação pejorativa... Pudera!
Pedradas só no charco que caracteriza a actuação desta edilidade. Por mim, dia 11 de Outubro, é corrê-los a votos!

Marco Daniel Nicola Veríssimo

domingo, 21 de junho de 2009

Ecopista e a falta de respeito pelo bem público

A Ecopista de Viseu é quanto a mim um dos melhores equipamentos públicos que temos em Viseu e considero que foi dinheiro muito bem gasto. Digo este pelo prazer que propociona, a vários níveis, e pela originalidade do aproveitamento da linha de comboio.

Mas infelizmente, reflexo de uma sociedade retrogada de cidadãos muito mal formados e totalmente desprovidos de valores (já imagino muita gente a correr a buscar os dicionários para ver o que é isso dos valores ), os actos de vandalismo começam a ser evidentes, nomeadamente o cortar das correntes que "tentam" impedir o uso da pista por veículos que não sejam aqueles para a qual está preparada.

Fica o aviso, e algum responsável que faça a respectiva verificação e correcção. No entanto penso que este tipo de actos irá continuar e um dia destes não será possivel aproveitar tão belo percurso, ou então teremos que suportar os custos acrescidos de obras não programadas.

Sr.s Vandalos, fuck you very much* todos. Limitem-se a usar a ecopista, e não só, para o uso para a qual foi pensada e construida. Não custa nada.

* Fuck you very much - Título da nova canção da Lily Allen. Se fosse em Portugal era logo censurada e considera pimba, digna de um autor popularucho. Mas como é made USA e está em Inglês encaramos como normal e andamos aí todos contentes com os MP3 nos ouvidos a cantar alto e bem som, Fuck You, Fuck You very much.

Não acreditam ? Vejam:

domingo, 14 de junho de 2009

Turismo em Viseu, o futuro !

Deparamo-nos diariamente com obras e remodelações na cidade e segundo a autarquia com o objectivo de tornar Viseu uma cidade melhor para quem cá mora e atractiva para quem nos visita. Até aqui tudo bem e nós agradecemos.

A grande questão é saber que motivos existem para atrair os ditos visitantes.
Na minha humilde opinião simplesmente não existem, ou pelo menos não são os necessários.
O termos um belo património e preservado, por si só não chega. Tem que haver motivações extra nomeadamente na área das experiências.
É necessário criar roteiros, mas sobretudo "algo" que faça os nacionais e estrangeiros deslocarem-se a Viseu e aí poderem usufruir das excelentes condições que a cidade oferece, pois temos excelente oferta hoteleira, gastronómica e museológica só que não chega para que as pessoas façam centenas ou até milhares de km's para nos visitarem.
Urge criar um pólo de atracção permanente e que durante o ano não se limite à Feira de São Mateus que apenas dura um mês e meio. Já agora o que oferece a Feira ? Comércio ? Não. Experiências.

Sabiam que durante a época de Verão pessoas de todo o País se deslocam a Viseu para irem ao Bar do Gelo para uma experiência de 30 minutos ?!
Sabiam que desde que a A25 foi totalmente aberta ao tráfego, a deslocação de Espanhóis para a costa de Prata tem aumentado significativamente e vai aumentar ainda mais nos próximos anos, assim que o sector imobiliário e turístico dê resposta ao aumento da procura.
Com tantos Espanhóis a passarem aqui ao lado, o que está Viseu a fazer para os chamar ? Nada.
Tanto investimento e nada de estratégico.
Soluções ? Existem várias e não me parece que o futuro Museu do Quartzo seja uma delas.

Deixo aqui algumas pistas:
- A Bracalândia recebeu em 17 anos mais de 3.000.000 de pessoas, dos quais cerca de 30% Espanhóis;
- O Zoo da Maia recebe Mensalmente milhares de visitantes, na sua grande maioria grupos de crianças de escolas.

Estes dois exemplos são isso mesmo, apenas exemplos entre muitos que podiam ser dados. Um ponto comum; as crianças.

Qualquer Pai faz os quilómetros que sejam necessários para levar os filhos a sítios e experiências únicas.
É aqui que eu penso que poderá estar uma janela de oportunidade para a cidade e logo para a região. Crianças e história, sempre com a componente lúdica/experiência.
Pode ser um parque. Pode ser um Museu especial para Crianças. Pode ser um roteiro. O que importante é criar algo de impactante e atraente para começarmos rapidamente a atrair turistas que depois sim possam usufruir de toda a oferta da Cidade. Já agora com a oferta variada do sector privado e público existe algum guia que tenha toda a informação compilada num único sítio ?

É também importante criar urgentemente um evento que faça parte dos grandes eventos anuais e atraem milhares de pessoas ajudando a promover e atrair mais visitantes para a cidade. O termos uma cidade bonita e muita oferta a nível de comércio por si só não chega e já está na hora de arranjarmos alternativas complementares à “velhinha” Feira de São Mateus.

sábado, 9 de maio de 2009

PortalViseu(R) O Portal da Cidade e da Área Metropolitana de Viseu vs "copistas"


Seguidores existem em todo o lado. "Copistas" também. Estes últimos demonstram que têm um cérebro do tamanho de uma ervilha pois o mesmo não dá para mais.

Os jovens são conhecidos por terem energia, ideias, serem inovadores. Mas pelos vistos a chamada "geração rasca" está desprovida dessas características e o único que conseguem fazer é o tradicional copy+paste tão característico do séc. XXI.

O que vem atrás nunca perturbou, um original é sempre um original, e só aprecia quem sabe, os outros levam com qualquer coisa. Qualidade não interessa, apenas superficialidades. No entanto quando os "copistas" se assemelham a psicopatas de tal forma obcecados e perseguidores aí entramos na esfera dos limites do sustentável, sobretudo quando estamos a raiar o aproveitamento e o desafio.

A terra é relativamente pequena, é sabido, mas o espaço web não. Alimentem a ervilha e ganhem alguns feijões até para prazer pessoal. Em relação a nós não se preocupem, temos muito para dar e ensinar. Quem vier atrás que feche a porta.


quarta-feira, 8 de abril de 2009

Obras eleitoralistas, sim ou não ?

Muito se discute ultimamente a grande quantidade de obras com que esbarramos diariamente.
Mais que não seja, o incómodo temporário que nos causam obrigam-nos a pensar no assunto.
Sinceramente é minha convicção que tanta obra ao mesmo tempo, tem por trás interesses meramente políticos com o objectivo de marcarem a paisagem e como tal não passarem despercebidas, e colá-las o mais possível às próximas eleições autárquicas, porque como todos sabemos, o povo tem memória curta e convém contar com esse pormenor.

Outra questão é o facto de serem obras essenciais ou sobretudo pensadas apenas para embelezar. Sinceramente penso que mais uma vez o objectivo é dar nas vistas, logo não poderão ser consideradas obras essenciais.

De qualquer forma este tipo de fenómeno não é apenas local, estão a acontecer um pouco por todo o País, e o próprio governo central aplica a mesma estratégia.

Democracia vem da palavra grega “demos” que significa povo. Nas democracias, é (deveria, digo eu) o povo quem detém o poder soberano sobre o poder legislativo e o executivo.
Parece-me que numa época em que as mudanças são enormes e profundas, também deveríamos rever este conceito de democracia, e assumirmos de uma vez por todas que o poder político, acessível a apenas alguns, é quem manda e desmanda a seu belo prazer no simples cidadão e no seu dia-a-dia, no seu trabalho, no seu dinheiro, na qualidade de ar que respira, no se destino.

Em Portugal resta-nos a esperança que surja um Obama, mas não me parece!

terça-feira, 17 de março de 2009

Circulação nas rotundas

Como sabem Viseu é conhecida como a cidade das rotundas. Quando ando pelo país já ouvi essa expressão diversas vezes. Costumo dizer que a rotunda é uma boa solução, uma vez que permite uma maior fluidez de trânsito em comparação com os vulgares cruzamentos e funciona em "auto-gestão" ao contrário dos semáforos que necessitam de intervenção de terceiros para estarem a funcionar correctamente.
Já agora a rotunda é um cruzamento circular de duas ou mais vias públicas.
Na minha opinião Viseu é também um exemplo, no bom sentido, na sinalização horizontal que existe nas vias de acesso às rotundas, pois é frequente noutras localidades verificar que essa sinalização está incorrecta.
De uma maneira geral as "nossas" rotundas são suficientemente largas e com boa visibilidade, além de bonitas.
Então qual a razão de ser deste texto ?
Pois como não podia deixar de ser a razão é o Sr. condutor, como dizem os Sr.s agentes da brigada de trânsito ( já não se chama assim ), ou seja o factor humano.
Com as condições já mencionadas era para não haver queixas quanto à circulação nas rotundas de Viseu, no entanto é frequente ver manobras muito perigosas dentro das mesmas. Quer pelo simples facto das manobras não serem sinalizadas, mas sobretudo pelo facto de muitos condutores entrarem " a matar" nas rotundas sem qualquer intenção de abrandarem a marcha para verificarem se não há ninguém a circular dentro das mesmas. Estes senhores e senhoras são autênticos assassinos que deveriam ser punidos com penas "pesadas"; tipo darem 1000 voltas seguidas a uma rotunda, escrever 1000 vezes num quadro "devo abrandar a marcha ao aproximar-me de uma rotunda e verificar se não se encontra ninguém com prioridade a circular dentro dela", ou melhor ainda como último castigo, em vez de travarmos quando aparecem esses indivíduos à nossa frente, fazermos como os carrinhos de choque e darmos assim um encontrão para ficarem com a viatura virada ao contrário.
Já agora e porque a internet está cheia de preciosidades, ficam o link para o Blog "As mais belas rotundas de Portugal". Imaginem !

Link

segunda-feira, 2 de março de 2009

Funicular de Viseu

Segundo a Wikipédia:

"O funicular de Viseu (designação provisória), é um meio de transporte por cabo e carris e de tracção eléctrica, com inauguração prevista para Março de 2009. Ligará a Rua Ponte de Pau, à Cava, ao topo da Calçada de Viriato, junto à Casa do Adro, em Viseu — numa distância de 400 m, vencendo um declive de 16% (64 m de desnível).
Ainda em finais de 2008 estavam já completos os interfaces do novo meio de transporte com os autocarros urbanos, sendo o projecto complementado com um elevador que ligará o Adro ao Largo da Sé. Prevê-se a sua utilização por 16 mil passageiros diários. A construção é a última obra da sociedade ViseuPolis, orçada em 5,19 M€.
A linha duplica-se para cruzamento das duas carruagens na Rua Moreira Pinto, onde haverá semáforos para interromper o trânsito automóvel. Cada uma das duas carruagens terá capacidade para 50 passageiros."

Sinceramente, será que 400 metros (!!!!) justificavam tamanho investimento ?

Penso que não. Apesar de ser um projecto "engraçado", nem me parece que seja fundamental para a cidade, nem atractivo para os turistas ou moradores. Existem outras opções mais baratas e simples de concretizar.

Em tempo de crise, ainda custa mais ao comum dos cidadãos ver tamanho desperdício de tempo e dinheiro dos contribuintes.

De qualquer forma se o projecto for um sucesso serei o primeiro a retratar-me. Mas como já referi haveria outras alternativas, mais baratas, mais rápidas e mais criativas. Quais ? Por metade dos 5,19M€ eu posso explicar.

Já agora; os 16.000 (!!!!) passageiros diários, permitiriam um encaixe financeiro de cerca de 240.000 € mensais o que dá quase 3 milhões de Euros por ano !?

Pois segunda a imprensa o preço do bilhete será de 50 cêntimos para os tais 400 metros de passeio, e sem direito a vista.

Não serão este números um pouco irreais ? Como alguém comentou há dias sobre o congresso do PS, parece que existem dois mundos paralelos. O real, e o dos políticos.