terça-feira, 17 de março de 2009

Circulação nas rotundas

Como sabem Viseu é conhecida como a cidade das rotundas. Quando ando pelo país já ouvi essa expressão diversas vezes. Costumo dizer que a rotunda é uma boa solução, uma vez que permite uma maior fluidez de trânsito em comparação com os vulgares cruzamentos e funciona em "auto-gestão" ao contrário dos semáforos que necessitam de intervenção de terceiros para estarem a funcionar correctamente.
Já agora a rotunda é um cruzamento circular de duas ou mais vias públicas.
Na minha opinião Viseu é também um exemplo, no bom sentido, na sinalização horizontal que existe nas vias de acesso às rotundas, pois é frequente noutras localidades verificar que essa sinalização está incorrecta.
De uma maneira geral as "nossas" rotundas são suficientemente largas e com boa visibilidade, além de bonitas.
Então qual a razão de ser deste texto ?
Pois como não podia deixar de ser a razão é o Sr. condutor, como dizem os Sr.s agentes da brigada de trânsito ( já não se chama assim ), ou seja o factor humano.
Com as condições já mencionadas era para não haver queixas quanto à circulação nas rotundas de Viseu, no entanto é frequente ver manobras muito perigosas dentro das mesmas. Quer pelo simples facto das manobras não serem sinalizadas, mas sobretudo pelo facto de muitos condutores entrarem " a matar" nas rotundas sem qualquer intenção de abrandarem a marcha para verificarem se não há ninguém a circular dentro das mesmas. Estes senhores e senhoras são autênticos assassinos que deveriam ser punidos com penas "pesadas"; tipo darem 1000 voltas seguidas a uma rotunda, escrever 1000 vezes num quadro "devo abrandar a marcha ao aproximar-me de uma rotunda e verificar se não se encontra ninguém com prioridade a circular dentro dela", ou melhor ainda como último castigo, em vez de travarmos quando aparecem esses indivíduos à nossa frente, fazermos como os carrinhos de choque e darmos assim um encontrão para ficarem com a viatura virada ao contrário.
Já agora e porque a internet está cheia de preciosidades, ficam o link para o Blog "As mais belas rotundas de Portugal". Imaginem !

Link

segunda-feira, 2 de março de 2009

Funicular de Viseu

Segundo a Wikipédia:

"O funicular de Viseu (designação provisória), é um meio de transporte por cabo e carris e de tracção eléctrica, com inauguração prevista para Março de 2009. Ligará a Rua Ponte de Pau, à Cava, ao topo da Calçada de Viriato, junto à Casa do Adro, em Viseu — numa distância de 400 m, vencendo um declive de 16% (64 m de desnível).
Ainda em finais de 2008 estavam já completos os interfaces do novo meio de transporte com os autocarros urbanos, sendo o projecto complementado com um elevador que ligará o Adro ao Largo da Sé. Prevê-se a sua utilização por 16 mil passageiros diários. A construção é a última obra da sociedade ViseuPolis, orçada em 5,19 M€.
A linha duplica-se para cruzamento das duas carruagens na Rua Moreira Pinto, onde haverá semáforos para interromper o trânsito automóvel. Cada uma das duas carruagens terá capacidade para 50 passageiros."

Sinceramente, será que 400 metros (!!!!) justificavam tamanho investimento ?

Penso que não. Apesar de ser um projecto "engraçado", nem me parece que seja fundamental para a cidade, nem atractivo para os turistas ou moradores. Existem outras opções mais baratas e simples de concretizar.

Em tempo de crise, ainda custa mais ao comum dos cidadãos ver tamanho desperdício de tempo e dinheiro dos contribuintes.

De qualquer forma se o projecto for um sucesso serei o primeiro a retratar-me. Mas como já referi haveria outras alternativas, mais baratas, mais rápidas e mais criativas. Quais ? Por metade dos 5,19M€ eu posso explicar.

Já agora; os 16.000 (!!!!) passageiros diários, permitiriam um encaixe financeiro de cerca de 240.000 € mensais o que dá quase 3 milhões de Euros por ano !?

Pois segunda a imprensa o preço do bilhete será de 50 cêntimos para os tais 400 metros de passeio, e sem direito a vista.

Não serão este números um pouco irreais ? Como alguém comentou há dias sobre o congresso do PS, parece que existem dois mundos paralelos. O real, e o dos políticos.