quarta-feira, 8 de abril de 2009

Obras eleitoralistas, sim ou não ?

Muito se discute ultimamente a grande quantidade de obras com que esbarramos diariamente.
Mais que não seja, o incómodo temporário que nos causam obrigam-nos a pensar no assunto.
Sinceramente é minha convicção que tanta obra ao mesmo tempo, tem por trás interesses meramente políticos com o objectivo de marcarem a paisagem e como tal não passarem despercebidas, e colá-las o mais possível às próximas eleições autárquicas, porque como todos sabemos, o povo tem memória curta e convém contar com esse pormenor.

Outra questão é o facto de serem obras essenciais ou sobretudo pensadas apenas para embelezar. Sinceramente penso que mais uma vez o objectivo é dar nas vistas, logo não poderão ser consideradas obras essenciais.

De qualquer forma este tipo de fenómeno não é apenas local, estão a acontecer um pouco por todo o País, e o próprio governo central aplica a mesma estratégia.

Democracia vem da palavra grega “demos” que significa povo. Nas democracias, é (deveria, digo eu) o povo quem detém o poder soberano sobre o poder legislativo e o executivo.
Parece-me que numa época em que as mudanças são enormes e profundas, também deveríamos rever este conceito de democracia, e assumirmos de uma vez por todas que o poder político, acessível a apenas alguns, é quem manda e desmanda a seu belo prazer no simples cidadão e no seu dia-a-dia, no seu trabalho, no seu dinheiro, na qualidade de ar que respira, no se destino.

Em Portugal resta-nos a esperança que surja um Obama, mas não me parece!